quarta-feira, 27 de novembro de 2013

UM BILHÃO EM BOLSAS PARA CAPACITAR PROFESSORES

Governo oferecerá R$ 1 bilhão em bolsas para capacitar professores
·         Descrição: Diogo Alcântara
Diogo Alcântara
O ministro da Educação (MEC), Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira um pacto realizado entre o governo federal e os governos estaduais para a melhoria do ensino médio. Com orçamento de R$ 1 bilhão, o MEC vai oferecer cursos de aperfeiçoamento e oferecer como estímulo uma bolsa de R$ 200 por docente.
“É pouco. É o que podemos fazer hoje”, reconheceu o ministro, que fez um mea culpa ao dizer que “não temos mais espaço hoje para cortar uma área do MEC”. Mercadante ponderou, no entanto, que o valor representa mais de 10% do que ganham muitos professores no País.
Além da bolsa, os professores passarão por um curso de formação dividido em diferentes etapas ao longo do ano. Estão aptos a participar todos os professores de ensino médio, um universo atual de 405 mil docentes. A meta do governo é melhorar indicadores de fluxo e proficiência no ensino médio. 
Os cursos serão incluídos dentro do terço da jornada de trabalho dos professores voltadas a atividades de fora da sala de aula, como preparação de aulas e correção de provas. Para um professor que trabalhe 40 horas semanais, por exemplo, o curso deverá ocupar pelo menos três horas de sua semana de trabalho. Os professores receberão ainda tablets com material didático digital.  
Mudança na formação
O ministro Aloizio Mercadante antecipou ainda que pretende mudar os cursos de pedagogia e de licenciatura. “Queremos e vamos mexer na formação inicial dos professores”, afirmou o ministro. “Não podemos continuar formando professores sem vivência de sala de aula”. Ele não deu detalhes, no entanto, de como serão realizadas as mudanças e nem quando.

Terra

As cinco escolas públicas de melhor desempenho no ENEM

Enem: 5 escolas públicas com melhor desempenho são técnicas
·         Mariana Tokarnia
As cinco escolas públicas estaduais com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 estão em São Paulo, segundo planilha divulgada nesta terça-feira pelo Ministério da Educação (MEC). Todas são escolas técnicas, ou seja, o estudante recebe formação específica em determinada área durante o ensino médio.
A Escola Técnica Estadual de São Paulo lidera o ranking das estaduais, com uma média de 664,45, em uma escala que vai até 1.000. Em seguida, o Colégio Técnico de Campinas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com uma média de 660,09. Em terceiro lugar, o Colégio Técnico Industrial Professor Isaac Portal Roldan, com 645,59, e, em quarto, o Colégio Técnico Industrial de Guaratinguetá Professor Carlos Augusto Patrício Amorim, com 637,23, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em quinto, a Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, com 630,53.
Para a elaboração da planilha, o MEC considerou 11,2 mil escolas, todas com mais de 50% de participação no exame. Para elaborar o ranking, a Agência Brasil considerou as médias nas quatro competências do exame: linguagens e códigos, matemática, ciências humanas, ciências da natureza, que seguem o mesmo critério de correção. A nota na redação não foi incluída no cálculo.
Com base na seleção, é nas escolas estaduais que está a maioria dos concluintes que participaram do Enem, 65,53% dos estudantes. As escolas da rede representa, 52,55% dos centros de ensino participantes.
No ranking geral, no entanto, as cinco primeiras escolas estaduais ocupam os 53º, 66º, 132º, 208º e 293º lugares. No topo do ranking geral estão as escolas privadas. Os mineiros Colégio Bernoulli, com uma média de 722,15 pontos e o Colégio Elite Vale do Aço, com uma média 720,88, aparecem em primeiro e segundo lugar. Em terceiro, o Colégio de São Bento, no Rio de Janeiro, com 712,79.
Em relação à redação, o Colégio São Bento aparece em primeiro lugar, com 810,53 pontos na média, seguido pelo Colégio Cruzeiro, Unidade Centro, também no Rio de Janeiro, com 798,35. Em terceiro, o Colégio Helyos, na Bahia, com 792,9 pontos. Os três são da rede privada. Entre as públicas estaduais, os melhores desempenhos na redação são da Escola Técnica Estadual de São Paulo, com 695,14 pontos, seguida pelo paulista Colégio Técnico e Lorena, com uma média de 693,6 e pelo Colégio Técnico Industrial Professor Isaac Portal Roldan, com 680,78.
No ranking geral da redação, as estaduais ocupam posições inferiores às do ranking geral das provas objetivas. Estão nas 206ª, 221ª e 324ª posições.
Segundo o MEC, a intenção da divulgação é que as escolas possam identificar os pontos frágeis no aprendizado e com isso fazer uma revisão pedagógica. Desde ontem, as escolas e os candidatos que fizeram as provas em 2012 podem consultar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) um mapa detalhado do desempenho no Enem.
Agência Brasil

Bolsa de R$ 200,00 para professores e mudança nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas

Governo oferecerá R$ 1 bilhão em bolsas para capacitar professores
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Diogo Alcântara
O ministro da Educação (MEC), Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira um pacto realizado entre o governo federal e os governos estaduais para a melhoria do ensino médio. Com orçamento de R$ 1 bilhão, o MEC vai oferecer cursos de aperfeiçoamento e oferecer como estímulo uma bolsa de R$ 200 por docente.
“É pouco. É o que podemos fazer hoje”, reconheceu o ministro, que fez um mea culpa ao dizer que “não temos mais espaço hoje para cortar uma área do MEC”. Mercadante ponderou, no entanto, que o valor representa mais de 10% do que ganham muitos professores no País.
Além da bolsa, os professores passarão por um curso de formação dividido em diferentes etapas ao longo do ano. Estão aptos a participar todos os professores de ensino médio, um universo atual de 405 mil docentes. A meta do governo é melhorar indicadores de fluxo e proficiência no ensino médio. 
Os cursos serão incluídos dentro do terço da jornada de trabalho dos professores voltadas a atividades de fora da sala de aula, como preparação de aulas e correção de provas. Para um professor que trabalhe 40 horas semanais, por exemplo, o curso deverá ocupar pelo menos três horas de sua semana de trabalho. Os professores receberão ainda tablets com material didático digital.  
Mudança na formação
O ministro Aloizio Mercadante antecipou ainda que pretende mudar os cursos de pedagogia e de licenciatura. “Queremos e vamos mexer na formação inicial dos professores”, afirmou o ministro. “Não podemos continuar formando professores sem vivência de sala de aula”. Ele não deu detalhes, no entanto, de como serão realizadas as mudanças e nem quando.

Terra

Aprovado Projeto de Reformulação do Ensino Médio

Comissão da Câmara aprova projeto de reformulação do ensino médio
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A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a reformulação do ensino médio aprovou nesta terça-feira o relatório final do deputado Wilson Filho (PTB-PB). Entre outros pontos, o relatório altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para propor a adoção do ensino médio integral para 50% dos alunos da etapa de ensino no prazo de cinco anos após a aprovação da matéria. O objetivo é que em 10 anos, a totalidade das escolas deverá oferecer o ensino médio com sete horas diárias de atividades em sala da aula.
Outra mudança determina que a grade curricular seja dividida por áreas de conhecimento e não mais por disciplinas. No último ano do ensino médio, os estudantes poderão escolher um destes segmentos: linguagens; matemática; ciências da natureza e humanas; ou, ainda, optar pela formação profissional. Além disso, o aluno, ao concluir o ensino médio, poderá cursar novamente o 3º ano, priorizando uma outra área do conhecimento.
Serão tratados como temas transversais: prevenção ao uso de drogas; educação ambiental; ensino para o trânsito; educação sexual; cultura da paz; empreendedorismo; noções básicas da Constituição Federal e do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90); ética na política; participação política; democracia e exercício da cidadania.
O relatório estabelece ainda que o ensino médio noturno só poderá ser cursado por pessoas com mais de 18 anos e terá uma carga reduzida de quatro horas diárias, com duração de quatro anos. O projeto de lei será analisado por outra comissão especial, que será criada especificamente para esse fim. Depois, a proposta, se aprovada, seguirá para o Plenário da Casa.
A comissão foi criada para propor melhorias para o período considerado crítico no ensino. Em 2012, 8.376.852 alunos estavam matriculados regularmente e 1.345.864 cursavam o ensino médio pelo Educação de Jovens e Adultos (EJA), de acordo com o Censo Escolar. A maioria das matrículas do ensino médio está na rede estadual de ensino (84,9%). As escolas privadas ficam com 12,7% das matrículas, as escolas federais com 1,5% e as municipais com 0,9%.
A defasagem idade-série ainda é alta. Segundo o Ministério da Educação (MEC), em 2012, dos estudantes matriculados no período, 31,1% têm idade acima do esperado para a série que cursam. Ontem, a pasta anunciou o investimento de R$ 1 bilhão no Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, que prevê a formação continuada de professores do ensino médio público.
Agência Brasil